segunda-feira, 12 de maio de 2014

Perdidos & Achados

Enquanto estou a preparar um documento para o trabalho, dei por mim a vasculhar pastas antigas no computador. Descobri uma conversa que por algum motivo gravei há uns bons 8 ou 9 anos. Conversa de MSN, com uma gaja que não vejo ao tempo. E, lá para o meio, diz ela que gosta de muita coisa em mim. Eu peço exemplos. E ela diz-me isto:

Da tua cabeça. Da tua cultura. Da tua forma de pensar, mesmo que seja diferente da minha. Da tua maneira de estar e de olhar para as coisas. Gosto que sejas distante, que não te mostres. E, gaita, gosto mesmo do teu sorriso. E gosto das tuas ideias, mesmo as que tens do século passado. Tu és daquelas pessoas que quando fala eu me calo. Porque sim, porque acho que dizes sempre algo que deve mesmo ser escutado. Dás-me música e eu gosto. Tu tens as tuas ideias e vives de acordo com elas. Ou tentas. És observador e percebes as pessoas sem esforço. Mesmo que não vivas em harmonia contigo - e eu acho que não vives - transpareces isso. Revoltas-te. Gritas, vives, lutas. Sei lá, porra, tens tudo.

Assim. E, surpreendam-se, nunca nos comemos. Nunca pensei que uma lésbica fosse capaz de admirar tanto um homem.

Diz que é um tipo de apresentação

My name is Vaz. Bernardo Vaz.
Esta merda chega? Parece que não, dada a apresentação feita pelo meu caro amigo DG.
Todos os que privam comigo, sabem o quanto gosto de ler blogs. Sejam eles políticos, de bola, de sexo, etc. É então que chega a nossa vez. A pedido do DG, e de uma profunda reflexão ao intelecto, achei que tinha de ser e não me armei em Jackson Martinez, no momento do penalti na Taça da Liga. Não falhei à minha chamada.

Ao inicio hesitámos um pouco, não queremos ser confundidos com paneleiros, nem com aquela coisa, que ganhou o festival, com barba mais serrada que a minha. Somos homens. Trintões. Machos. Nada melhor que um bom decote, com um salto alto, para fazer as delicias destes dois compinchas. O DG sabe escrever melhor que eu. Eu sei foder. Cada um nasce para o que é... Ele é solteiro. Eu comecei a viver junto com a R. há pouco tempo. Temos então a intenção de dar duas visões diferentes, de uma realidade. A realidade do homem. 

É isto que aqui vamos fazer. Falar de tudo. Sem traumas. Sem complexos. Mas acima de tudo, com humor.

Puxem uma cadeira, ou sentem-se ao colo do pai. Prometo tratar-vos bem.

domingo, 11 de maio de 2014

Apresentação

Somos dois homens. Ou dois miúdos. Dois gajos na casa dos 30 anos. E, surpreendam-se, não somos panascas. Perdão, invertidos. Perdão, gays. Perdão, homossexuais. Bom, gostamos de cona. É isso. Somos dois gajos na casa dos 30 anos e gostamos de cona. E de mamas. Grandes, de preferência. Somos dois gajos na casa dos 30 anos, gostamos de cona e de mamas grandes. É, genericamente, isto. Não creio que estejamos assim apresentados. Não chega para uma apresentação. Presumo que não estejam satisfeitos. Oscar Wilde, o meu panas... homossexual preferido de todos os tempos, dizia que a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem. Percebo a vossa insatisfação - ainda que eu discorde, por achar que o primeiro passo para o progresso de um homem é cona. E mamas. Grandes, de preferência.
Mas não chega, de facto, para grandes apresentações. Para vos ajudar, um amigo nosso costuma dizer que os homens param de crescer aos 15 anos. Depois disso, a maturidade é só fachada. Experimentem deixar 4 homens sozinhos dentro de uma sala, com Playstation, televisão, uma grade de minis e aperitivos. Entrem lá 4 horas depois e percebem que a teoria dos 15 anos é correcta.
É por isso que também somos dois miúdos. Homens com a ligeira impressão de que todos os seus congéneres sofrem do síndrome de Peter Pan. Mas homens, apesar de tudo. Com conhecimentos profundos e estudados sobre a natureza do ser masculino. Com algumas questões sobre o mundo feminino
Dizem que os 30 são os novos 20. Eu não sei. Ontem à noite estava na cama com uma antiga colega de liceu e cansei-me depressa do missionário. Os braços já não aguentam. Se os 30 são os novos 20, não sei o que serão os 20 agora.
Somos mesmo dois homens. Dois gajos sem merdas. E não, não somos nenhuns conas quando usamos os nossos nomes a sério. Não somos daqueles desgraçados que passam noites a bater pívias ao computador e que são incapazes de seduzir uma mulher. Não. Eu, pelo menos, já passei uma noite a seduzir uma mulher ao telefone para me bater uma pívia às 4h da manhã. É de homem. Pouco, mas é de homem. E isto é um blog de homens. Unissexo, como se quer. Para eles. Para elas. E para os assim-assim. Bem-vindos.